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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano II • 1985-06-30 • nº 3 • Maio/Junho
Eucaristia e vida cristã
 
palavra-chave
 
   

artigos
Unidade e multiplicidade dos aspectos da Eucaristia • pág 205
Kasper, Walter
Última Ceia de Jesus. Seu contexto e dimensão pascais • pág 227
Bernardo, Bonifácio dos Santos
A comunhão no sacrifício da Eucaristia • pág 238
Faria, Sebastião F.
Hino eucarístico • pág 256
Sarug, Jacob de
Estrutura da prece eucarística • pág 258
Bragança Joaquim Oliveira
Sacrifício eucarístico • pág 272
Lião, Sto. Ireneu de
Perspectivas pastorais e prioridades de acção na pastoral juvenil • pág 279
Pinto, Vitor Feytor


apresentação

JOAQUIM O. BRAGANÇA

A temática geral deste fascículo – Eucaristia e vida cristã – formulada embora de maneira um tanto amorfa – conduz-nos ao que há de essencial no cristianismo. Significa que não há vida cristã sem Eucaristia, pois na celebração da Eucaristia "opera-se o mistério da nossa redenção", como nos diz uma oração que pertence ao fundo mais antigo da eucologia romana (hoje no II DOmingo comum). A celebração da Eucaristia é, como afirma o Concílio retomando uma expressão de Isaías, "sinal erguido perante todos os povos" do mistério da Igreja. Este "sinal" deve ser entendido no sentido mais profundo que o simbolismo tem no cristianismo, mormente nos sacramentos, isto é, que realiza espiritualmente o que exprime de modo visível. A Igreja sempre entendeu que a ordem do Seu divino Fundador: "Fazei isto em memória de Mim", quer dizer celebrar a Eucaristia todos os domingos. E daí a natureza especificamente cristã deste dia, que nada tem a ver com o descanso do "Sabbat" no judaísmo, mas com a "Fracção do Pão", na terminologia dos Actos dos Apóstolos. A comunidade cristã reúne-se para celebrar o Senhor ressuscitado, celebrando o memorial da Sua Páscoa, na esperança do banquete messiânico. Quando a Igreja pretende auscultar a intensidade da vida religiosa faz sondagens sobre a prática do domingo. Ora as sondagens indicam que a frequência da missa dominical tem grandemente diminuído. As causas deste fenómeno, como de todos os fenómenos humanos, sociais e religiosos, são complexas; mas a raiz do mal está sem dúvida num problema de fé, intrincado numa visão doutrinal imperfeita ou incompleta do Mistério. A COMMUNIO decidiu por isso dedicar este número a alguns aspectos doutrinais da Eucaristia. Publica em primeiro lugar um artigo de Walter Kasper, onde este teólogo, de prestígio internacional, apresenta os aspectos fundamentais do Mistério. Segue-se a explanação de dois pontos concretos: o contexto pascal da Instituição (Bonifácio S. Bernardo) e o tema candente da Comunhão. Se a prática do domingo diminuiu, a frequência da comunhão aumentou. Ora a comunhão não pode ser dissociada do scrifício, pois no seu sentido mais profundo ela é a participação no banquete-sacrifício (Sebastião F. Faria). Nesta linha de pensamento dá-se a tradução dum hino atribuído a Jacob de Sarug, património de duas liturgias orientais, e aí colocado no momento da "Fracção", ou seja, no começo dos ritos preparatórios da comunhão. Na mesma perspectiva transcreve-se um capítulo da obra mais célebre de St. Ireneu de Lião, onde este pensdor do sec. II explana o significado da oferenda-sacrifício da Nova Aliança. Para melhor compreensão e participação da Eucaristia, importa o conhecimento dos elementos estruturais da prece eucarística, que tem a sua origem na Última Ceia do Senhor. Por isso se considerou oportuna uma reflexão teológica, litúrgica e espiritual sobre os pontos essenciais da anáfora. Por fim e dado que estamos a celebrar o Ano Internacional da Juventude, entendeu a COMMUNIO associar-se ao acontecimento, com um trabalho dedicado à pastoral juvenil (Vítor Feytor Pinto).

 
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