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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano XIII • 1996-06-30 • nº 3 • Maio/Junho
Pecado, Salvação E Religiões
 
palavra-chave
 
   

artigos
O pecado no pensamento de Paul Ricoeur I • pág 197
Teixeira, Joaquim de Sousa
O “pecado original” em questão • pág 206
Carvalho, Maria Manuela da Conceição Dias de
Teologia da salvação e teologias da libertação • pág 218
Neves, Joaquim Carreira das
A gratuidade da justificação em S. Paulo • pág 223
Alves, Manuel Isidro
A Igreja “sacramento universal de salvação” • pág 240
Figura, Michael
Teologia das religiões. Debate actual • pág 253
Miranda, Mário de França
Ambiguidade no diálogo entre religiões • pág 265
Stilwell, Peter
A ideia de “salvação” na Religião Tradicional Africana • pág 272
Nunes, José Silva
Os diáconos na Igreja. Elementos de reflexão • pág 277
Doré, Joseph
Ler Vergílio Ferreira. Depoimento • pág 286
Ferraz, Maria de Lourdes


apresentação

H. NORONHA GALVÃO – ARMINDO DOS S. VAZ


A condição do pecador está bem patente na exclamação de S. Paulo: “…o bem que eu quero não o faço, mas o mal que não quero é que pratico.” (Rm 7,19) Por se achar, assim, “cativo na lei do pecado”, diz-se “desditoso” e clama por “libertação”, salvação essa que encontra, ao converter-se, na graça de Jesus Cristo (cf. vv. 23-25).
Sobre o pecado reflectiu longamente o filósofo cristão Paul Ricoeur, cujo pensamento nos é apresentado por Joaquim Teixeira. Devido à extensão deste importante artigo, só a primeira parte — sobre a experiência do mal — nos é possível reproduzir neste número. A segunda e a terceira partes — sobre a interpretação dessa experiência e a resposta activa que o homem é chamado a dar-lhe — serão publicadas no próximo fascículo, dedicado à experiência cristã.
Neste âmbito, determina uma problemática peculiar a situação de pecado que afecta a humanidade desde as suas origens, e a que St. Agostinho deu o nome de “pecado original”. Passível de múltiplas abordagens,1 este tema foi ultimamente discutido entre nós a propósito de uma tese de doutoramento no campo da exegese escriturística.2 O artigo de Maria Manuela de Carvalho incide sobre a visão da teologia sistemática, e permite entender melhor algumas questões então surgidas e corrigir também especulações jornalísticas a propósito dessa discussão.
O que é a teologia da salvação, tendo como pano de fundo as teologias da libertação, é-nos exposto a partir da Sagrada Escritura por J. Carreira das Neves.
Manuel Isidro Alves analisa um aspecto central do ensino de S. Paulo: a resposta que Deus dá ao pecado do homem é o dom da justificação, graça que nos é concedida em Jesus Cristo. A comunidade daqueles que recebem esta graça, isto é, a Igreja, torna-se “sacramento universal de salvação”, na fórmula consagrada pelo concílio Vaticano II, e cujo significado Michael Figura explica a partir da tradição. Mas qual é, então, o valor para essa salvação das religiões não-cristãs? Para nos darmos conta da amplidão do debate actual, e da sua seriedade, o teólogo brasileiro Mário de França Miranda faz o seu balanço. Peter Stilwell aponta algumas ambiguidades e desafios no diálogo inter-religioso.
Também sob a forma de teologias contextuais, a questão da salvação é hoje discutida. Breves notas sobre a salvação na Religião Tradicional Africana é-nos apresentada por José Nunes.
Se Jesus Cristo nos trouxe a salvação, é porque se colocou ao serviço dos homens e do mundo, aos quais o Pai o enviou. O concílio Vaticano II, ao reflectir sobre a Igreja neste mundo que, no seguimento de Jesus Cristo, quer servir, decidiu restaurar o diaconado como ministério eclesial permanente. Diácono significa servidor. Como entender, porém, a especificidade deste ministério e as modalidades concretas de o realizar? O artigo em que Joseph Doré nos dá uma orientação nesta matéria não se situa, pois, inteiramente fora do tema deste número da COMMUNIO.
Como também não está fora do seu horizonte mais vasto o depoimento de Maria de Lourdes Ferraz sobre Vergílio Ferreira, falecido recentemente, escritor que nunca recusou a experiência profunda da vida, no que tem de belo e de dramático.


1 Cf., num outro número desta mesma revista, Siegfried WIEDENHOFER, Teologia contemporânea do pecado original. Suas principais formas, in: Communio IX (1992/5) 452-465.
2 Armindo dos Santos VAZ, A visão das origens em Génesis 2,4b-3,24. Coerência temática e unidade literária, Lisboa: Didaskalia-Carmelo 1996.

 
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