Pgina Inicial  
revistas artigos autores noticias  
Página Inicial
Direcção e Redacção
Conselho de Redacção
Estatuto Editorial
Condições de assinatura para 2014 e 2015
Edições noutros países
Livrarias onde Adquirir
Publicações Communio
Nota Histórica
Ligações
Contactos
Pesquisa
Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano XIII • 1996-02-29 • nº 1 • Janeiro/Fevereiro
Património cultural da Igreja
 
palavra-chave
 
   

artigos
Homenagem, na jubilação do Prof. J. Bragança • pág 005
Stilwell, Peter
Beleza divina e arte cristã. Apontamento • pág 007
Thomaz, Luís Filipe Rodrigues
Valor eclesial dos bens culturais da Igreja • pág 010
Chappin, Marcel
Bens culturais da Igreja. História de lugares que albergam um sentido • pág 023
Crippa, Maria Antonietta
Património cultural da Igreja. Questões e exigências • pág 033
Iguacen, Damián
Património e evangelização • pág 040
Cleto, Albino Mamede
Legislação eclesiástica sobre o património cultural • pág 050
Gomes, Manuel Saturino
Os museus da Igreja como memória da fé • pág 064
Abrantes, Joaquim Roque
Pinto, Manuel Serafim
Actividades • pág 082
Comissões diocesanas de actividades
Património documental da Igreja • pág 087
Ramalho, Alfredo Magalhães
Da Sé Velha de Coimbra • pág 092
Jorge, João Evangelista R.


apresentação

LUÍS FILIPE THOMAZ – MARIA C. BRANCO


Domínio muito sensível, o Património Cultural da Igreja pertence intimamente à sua vida e missão constituindo o campo por excelência do diálogo da fé com a cultura, de cristãos e não cristãos. Foi difícil elaborar um número da revista COMMUNIO evitando completamente sobreposições e repetições. Mas aquilo que é mencionado por um autor é desenvolvido, aprofundado ou precisado por outro, numa interpenetração de perspectivas que se torna sugestiva para a visão de síntese da problemática.
A Igreja tem o dever de proteger, preservar e cultivar o seu património não só teológico e litúrgico mas literário e artístico, que é parte integrante da sua tradição. Para o estudo e conhecimento dessa tradição muito contribuiu entre nós um dos fundadores da COMMUNIO portuguesa, o Prof. Joaquim Bragança, que agora completa setenta anos de existência terrena; é com umas breves palavras de homenagem à sua pessoa e à sua obra que abrimos o presente número. Em seguida, Luís Filipe Thomaz, num breve apontamento, diz-nos como nas suas mais variadas formas, a arte é manifestação do Logos e do Espírito, capaz de comunicar ao mundo a Beleza eterna.
Marcel Chappin refere-nos como a experiência estética pode ser um início de catequese, um caminho para a conversão, realçando o valor eclesial dos bens culturais da Igreja. Maria Antonietta Crippa reflecte sobre o significado meta-histórico do património que a história nos legou, procurando descobrir o que nos ensina o tempo sobre o que permanece para além dele. 
Na linha das preocupações pastorais colocadas pelo património, vão os dois artigos que se seguem. No primeiro, Mons. Damián Iguacen salienta algumas das questões mais urgentes a resolver para que o património da Igreja seja de facto um serviço à fé, e também um serviço à cultura; no segundo, D. Albino Cleto acentua o valor instrumental do património como meio de evangelização, chamando, porém, a atenção que não é pelo valor material das coisas que elas nos falam de Deus: é sim pela carga de amor que materializam, significam e testemunham. Daí o não podermos ignorar o valor da arte popular religiosa, tão valiosa quanto qualquer poderosa catedral gótica; ambas são instrumentos da intervenção de Deus na nossa vida.
Como sociedade humana que também é, a Igreja criou as suas próprias normas internas, a sua legislação. Como não poderia deixar de ser, esta contempla também o seu património cultural. É o que nos resume M. Saturino Gomes. O artigo seguinte, de Joaquim Roque e Manuel S. Pinto, trata dos museus da Igreja como lugar da memória da fé. Apresentamos, ainda, uma resenha de algumas das actividades mais significativas das comissões diocesanas de arte sacra.
Por impossibilidade de momento não se ventila neste número nem o tema do património das ordens religiosas, nem o da liturgia — que é, quiçá, a arte das artes, porque aquela em que, explicitamente, toda a Beleza é ordenada a Deus. O tema do património litúrgico ficará, assim, para um dos próximos números.
O presente fascículo encerra-se com dois pequenos mas incisivos testemunhos: o de Alfredo Ramalho sobre o património documental da Igreja, e o de João Evangelista Jorge sobre os guardiães da Sé Velha de Coimbra, organização que oxalá constituísse, por esse país fora, um exemplo a imitar.

 
  KEOPS multimedia - 2006