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Autor
Ano XII • 1995-04-30 • nº 2 • Março/Abril
Honrar Pai e Mãe
 
palavra-chave
 
   

artigos
O sentido do quarto mandamento e história da sua interpretação • pág 101
Carrón, Julián
A honra de ser pai e mãe. O mandamento divino da história • pág 116
Winogradsky, Alexandre A.
A atitude da criança na teologia de Hans Urs von Balthasar • pág 129
Potworowski, Christophe
Estilos educativos parentais. Perspectiva dos filhos • pág 140
Oliveira, José Henrique Barros de
Papel dos pais no desenvolvimento infantil e adolescente • pág 155
Carvalho, Cristina Sá
Honrar pai e mãe na adopção • pág 164
Neves, Maria Luísa Eiró C.
O Purgatório. Para meter medo? • pág 173
Donneaud, Henry
Honrar pai e mãe. Depoimentos • pág 188
Stilwell, Isabel
Cristóvão, Manuel


apresentação

JUAN F. AMBROSIO – MARIA  C. BRANCO


“Honra teu pai e tua mãe” é o primeiro mandamento que tem associada uma promessa: “Para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a Terra.” (Ef 6,2-3; cf. Ex 20,12 e Dt 5,16)
A entrada na Terra Prometida está, assim, condicionada não pelo sucesso humano mensurável à luz dos critérios deste mundo, mas pela capacidade de construir cada um a sua vida em referência aos valores recebidos, pela maneira como nos relacionamos com a origem da vida.
Honrar pai e mãe é, antes de mais, viver a nossa vida de homem ou de mulher em tudo o que ela tem de bom, de belo, de verdadeiro, suscitando a alegria e o orgulho daqueles que nos deram a vida.
Ultrapassar o dever de respeitar pai e mãe como mera visão limitada à moral e ao bom-senso, é o que se propõe a COMMUNIO neste fascículo. Estar diante de uma experiência do mistério do amor insondável do Pai, origem de toda a paternidade neste mundo; torna-se, por isso, necessário pensar a paternidade humana e as relações pais/filhos tendo como modelo a paternidade divina e a relação de Deus Pai com seu Filho, Jesus Cristo, que revela ao homem a plenitude da sua filiação.
O número abre com um artigo de Julián Carrón, O sentido do quarto mandamento, em que o autor analisa a questão de saber a quem se dirige este mandamento e qual o seu alcance no AT. Um confronto de exegeses permite salientar a missão essencial dos pais e justifica a honra que lhes é devida.
O mandamento divino de respeitar pai e mãe não se limita a um código de moral. Diz respeito à história enquanto sucessão de gerações de seres humanos que participam com Deus na obra da salvação; é aquilo para que nos chama a atenção o texto de Alexandre Winogradsky, Honrar pai e mãe. O quarto mandamento é também via de acesso a um dos pontos centrais da teologia de H.U. von Balthasar — as condições do ser-se cristão —, como nos diz Christophe Potworowski, em A atitude da criança na teologia de Hans Urs von Balthasar.
Se, segundo um mandamento revelado, os filhos devem honrar os pais, também os pais têm de respeitar os filhos. José Barros de Oliveira, em Estilos educativos parentais, apresenta-nos, com base num trabalho de campo, a perspectiva dos filhos sobre práticas educativas parentais.
Como podem as crianças e adolescentes de hoje amar e honrar seus pais? Segundo Cristina Sá Carvalho, em Papel dos pais no desenvolvimento infantil, isso dependerá fundamentalmente do comportamento e atitude dos pais.
Até aqui a paternidade humana referida e analisada nos vários artigos diz apenas respeito à paternidade biológica; mas também se não deve esquecer a paternidade adoptiva. São as duas faces duma mesma moeda — em ambos os casos é Deus que confia a um casal a vida de uma criança; em ambas as situações é o amor o elemento determinante. Disso nos fala Maria Luísa César das Neves, no artigo Honrar pai e mãe na adopção.
A terminar, dois depoimentos. Às questões: Que quer dizer honrar? Quem é meu pai e minha mãe?, respondem Isabel Stilwell e Manuel Cristóvão.
Fora do tema do número, publica-se ainda o texto de Henry Donneaud, O Purgatório. Para meter medo?  “Abandonado” pela maioria da consciência cristã, o purgatório tornou-se objecto de história, com a publicação do livro do historiador Jacques Le Goff, La naissance du Purgatoire. No entanto, para lá das suas representações humanas e bem datadas — razão, porventura, do mal-estar actual —, o purgatório é um dado da tradição cristã desde as suas origens, fundado na oração pelos defuntos e na crença numa purificação definitiva depois da morte.

 

 
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