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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano XI • 1994-04-15 • nº 2 • Março/Abril
O Dia do Senhor
 
palavra-chave
 
   

artigos
Respeitar a santidade do sabbat. Ex 20,8-11 e Dt 5, 12-15 • pág 101
Warzecha, Julian
A realização do sabbat. Da santidade do sétimo dia ao repouso de Deus em Deus • pág 112
Sales, Michel
A teologia do Domingo • pág 125
Farias, José Jacinto Ferreira de
O preceito dominical. Participação na Eucaristia e cessação do trabalho • pág 138
Trigo, Jerónimo dos Santos
O Domingo. Dia da vitalidade eclesial e da caridade • pág 153
Dias, Manuel Madureira
Resultados preliminares do recenseamento da prática dominical de 1991 • pág 160
Antunes, Manuel Luís Marinho
Ano sabático messiânico e missão social da Igreja • pág 171
Galvão, Henrique de Noronha
Como viver o Domingo. Depoimentos • pág 189
Silva, Manuel Torres da
Silva, Cristina Archer
Santos, Alexandre Laureano


apresentação

JERÓNIMO DOS SANTOS TRIGO – JOSÉ JACINTO F. DE FARIAS


O domingo, o dia do Senhor, tornou-se nas sociedades ocidentais um dos nós em que confluem muitos dos aspectos novos, e tantas vezes contraditórios, do tempo presente, tanto no plano religioso como no cultural, social, político e económico.
Por conseguinte, ao abordar a problemática que lhe concerne, não se toca apenas em questões de índole religiosa, do sentido da secularização e da problemática pastoral, mas também em toda a complexidade da realidade do tecido social, com especial referência ao trabalho e, consequentemente, ao descanso e ao tempo livre, de modo particular no fim de semana, às exigências fundamentais da vida de relação interpessoal e solidária, sobretudo na família e em pequenos grupos, ao sentido do lúdico e do gratuito, etc.
A “Nota pastoral sobre o domingo numa sociedade em mudança” da Conferência Episcopal Portuguesa, de 11 de Novembro de 1993, chama a atenção, de forma global, para alguns dos aspectos antes indicados e mais sentidos ultimamente entre nós.
Com este número, a revista COMMUNIO pretende contribuir para uma reflexão de carácter interpretativo e interpelativo que é necessário fazer de modo a ajudar a descobrir e a aprofundar o significado humano e religioso do domingo.
No primeiro artigo, Julian Warzecha apresenta o significado bíblico da terceira palavra do Decálogo, analisando e comparando as versões de Ex 20,8-11 e de Dt 12-15. Depois, Michel Sales indica a motivação e o alcance religioso, espiritual e social do repouso sabático no povo de Israel, o cumprimento do sábado por Jesus e a sua relação com o domingo. O seu sentido teológico é desenvolvido por Jacinto Farias, que mostra como o domingo é a celebração do mistério pascal ao ritmo semanal, relevando a sua importância para a captação cultural da identidade cristã no mundo de hoje.
Do preceito dominical, no duplo desdobramento de participação na celebração da Eucaristia e da cessação do trabalho, ocupa-se Jerónimo Trigo. Algumas breves referências históricas ajudam o enquadramento dos aspectos teológico-morais e pastorais, porventura com alguma novidade, tanto a propósito da obrigatoriedade de participação na Eucaristia como dos aspectos que respeitam ao descanso.
D. Manuel Madureira Dias reflecte sobre a vitalidade própria do domingo, que se exprime na celebração eucarística, donde brota a caridade evangélica ao serviço dos irmãos.
A realidade portuguesa merece uma atenção particular. Manuel L. Marinho Antunes faz a apresentação e um estudo condensado dos resultados preliminares do recenseamento da prática dominical, efectuado em 1991. Não podem passar despercebidas as variações entre este e o anterior, de 1977, um espaço de catorze anos muito significativos na alteração das mentalidades e dos hábitos entre nós.
Finalmente, H. Noronha Galvão evidencia a relação estreita entre o ano sabático messiânico, anunciado no Antigo Testamento e realizado por Cristo, que se vai concretizando com avanços e recuos ao longo da história, e a missão social da Igreja. Toma particularmente em atenção as duas últimas encíclicas de carácter social do Papa João Paulo II. A perspectiva religiosa do sábado, assumida e plenificada por Jesus Cristo, não se reduz a um piedoso sentimento individualista e paralisante; ela torna-se interpelante, criadora e operativa em ordem à transformação da realidade social.
O número conclui com três testemunhos de diferentes pessoas sobre o modo de viver o domingo.

 

 
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