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Titulo do Artigo
Autor
Ano I • 1984-12-31 • nº 6 • Novembro/Dezembro
Biologia e Moral
 
palavra-chave
 
   

artigos
O lugar do homem na história dos vivos • pág 513
Sicari, Antonio
O homem enquanto administrador fiel da sua natureza biológica • pág 517
Demmer, Klaus
Reprodução humana artificial. Os factos e a moral • pág 533
Archer, Luís Jorge
Aspectos éticos do ensaio clínico • pág 551
Sousa, M. A. da Silva e
Ética e diagnóstico pré-natal das doenças congénitas • pág 560
Lesage-Desrousseaux, Eliane
Lefèvre, Charles
Delcroix, Michel
Sobre a ciência e a fé • pág 573
Rodrigues, João Resina
Maturidade cristã e perfeição • pág 583
Alves, Manuel Isidro
Comunicação Social, uma teia “nuclear” do nosso tempo • pág 592
Rego, António
A experiência da Fé e a liberdade do investigador. Testemunhos • pág 595
Tavares, Amândio S.
Catarino, Fernando Mangas
Rueff, José A.


apresentação

LUÍS J. ARCHER

É bem sabido como o próximo século, que rapidamente se avizinha, surgirá sob o signo da biologia e da biotecnologia. E isto porque a desmontagem biológica dos seres vivos, incluindo o homem, chegou a tal pormenor de análise que permite agora a remontagem das suas peças em formas novas e imaginativas, o que traz consequências e aplicações antes insuspeitadas. As questões levantadas são tão drasticamente novas que os moralistas se perguntam se elas podem ser enfrentadas com extensões de princípios morais tradicionais, ou se não exigirão antes a elaboração de nova fundamentação ética. Este panorama tem impulsionado, recentemente, o trabalho duma variedade de comissões internacionais de bioética, preocupadas em promover o intercâmbio estreito entre o mundo da ciência, que avança com extraordinária rapidez, e o mundo da moral cristã que, se não estivesse constantemente actualizada acerca do progresso científico, poderia vir, insensivelmente, a criar uma cisão perigosa entre esses dois mundos. Estas preocupações encontram-se reflectidas no presente número da COMMUNIO. Quatro exemplos de modernas tecnologias biológicas foram seleccionados. 1) A remontagem de genes de forma a conseguir novas formas recombinadas de vida, incluindo a possibilidade de modificar e "melhorar", de forma orientada, a espécie humana ("apresentação" do artigo de Klaus Demmer). 2) A remontagem artificial dos vários elementos da reprodução humana, de modo a conseguir procriação sem cópula natural e concepção de novos seres humanos sem um ventre materno (artigo de Luís J. Archer). 3) A remontagem do meio interno e celular do ser humano através de novos e sofisticados fármacos, que permitem a correcção de alterações fisiopatológicas (artigo de M.A. Silva e Sousa). 4) A reconstituição antecipada do diagnóstico de algumas doenças, não através do estudo dos seus sintomas (efeitos) no adulto, mas através da análise das suas causas no feto: cromossomas e metabolismo celular (artigo de M. Delcroix, E. Lesage-Desrousseaux e C. Lefèvre). Os grandes princípios duma reflexão teológica e ética que tem em mente estes progressos científicos, são lançados nos artigos de A. Sicari e K. Demmer, enquanto os dois artigos que se lhe seguem, de certo modo os particularizam. A esta nova luz se rediscutem, depois, problemas mais recuados e básicos como "Ciência e fé" (J. Resina Rodrigues), "Maturidade cristã e perfeição" (M. Isidro Alves). O tratamento ético da biologia, feito pelos vários autores, revela a clara tendência de o basear, menos na análise fisicista dos actos naturais, do que na compreensão da pessoa humana em totalidade, como criada por Deus e redimida por Cristo. E nessa visão personalista esboça-se, por vezes, a tendência para uma fundamentação ética mais directamente experiencial, através da vivência de Cristo, em fé e oração.

 
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