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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano IX • 1992-02-15 • nº 1 • Janeiro/Fevereiro
Igreja e Comunicação Social
 
palavra-chave
 
   

artigos
Teologia da comunicação. Apontamentos para um diálogo • pág 005
Brás Nuno
Media e cultura contemporânea • pág 012
Capucho, Carlos
O império do efémero. Que tipo de homem forja a comunicação social? • pág 021
Duarte, Joaquim Cardozo
O desafio das novas tecnologias • pág 029
Amaral, António de
O grande areópago ou o Reino em parabólicas • pág 037
Rego, António
Educar para a comunicação social • pág 045
Pinto, Manuel
Comunicação social e família • pág 055
Silva, José Manuel Amado da
Ética e comunicação social. Notas • pág 061
Rego, Victor da Cunha
Igreja e comunicação social. Uma relação difícil? • pág 064
Wemans, Jorge
Opinião pública na Igreja • pág 069
Pinho, José Eduardo Borges de
Igreja e comunicação social local • pág 079
Campos, João Aguiar
Alegria de compartilhar a mensagem de Cristo. • pág 087
Paulo II, João
A presença da Igreja na comunicação social. Que prioridade? Depoimentos • pág 089
Osório, Rui
Silva, Serafim Ferreira e
Pinho, Eloy
Angola na hora da esperança • pág 094
Paes, Carlos


apresentação

JOSÉ BORGES DE PINHO – JUAN FRANCISCO AMBROSIO

Os meios de comunicação social, o seu uso e a sua influência, as inovações tecnológicas que neles se processam e as repercussões culturais que deles resultam constituem hoje, como é sabido, um dos grandes desafios à consciência e responsabilidade cristãs. É certamente a questão do anúncio do Evangelho que se coloca: na atenção aos novos pressupostos de mentalidade, na aprendizagem e valoração dos novos instrumentos, na busca de linguagens mais adequadas, na justa pretensão de uma presença significativa na sociedade. Mas não menos envolvida está, porém, a questão do homem e do seu futuro: nos critérios de vida que se vão formando, nas atitudes fundamentais que se vão gerando, na selecção daquilo que tem direito de actualidade, na abertura ou na apatia a dimensões que interpelam sobre o sentido definitivo das coisas e a autêntica felicidade do homem.
Ao dedicar o seu primeiro número deste ano a esta área — complexa e ainda pouco aprofundada nos meios eclesiais — a COMMUNIO visa contribuir para uma reflexão sobre todo este conjunto de questões. Mais do que abordar aspectos relativos ao situar-se da Igreja perante a comunicação social, pretendeu-se aprofundar algumas dimensões que desafiam a consciência cristã na sua capacidade de expressar o que a fé tem a dizer e o que deve estimular a fazer perante as novas condições e tarefas que os meios de comunicação social representam.
Na abertura deste fascículo Nuno Brás apresenta alguns elementos básicos em ordem a uma teologia da comunicação social. Uma reflexão que, de certa forma, encontra continuidade numa série de artigos que, sob várias perspectivas embora, procuram todos eles analisar as transformações de ordem cultural que a realidade dos media simultaneamente exprime e favorece. Assim, Carlos Capucho estuda de modo particular a relação entre meios de comunicação social e cultura contemporânea, enquanto J. Cardozo Duarte se interroga sobre o tipo de homem que se vai configurando numa sociedade que se está a tornar predominantemente medial. Concomitantemente é prestada atenção às transformações de ordem tecnológica que vêm acontecendo no mundo dos media  e às consequências que daí resultam, tarefa que constitui o objectivo do trabalho de António Amaral. De certa forma ainda neste âmbito, mas mais voltado para a perspectiva eclesial, António Rego reflecte sobre a relação entre comunicação social e evangelização, uma relação passível de equívocos mas também acompanhada de enormes promessas.
As páginas seguintes deste número estudam especialmente a tarefa da educação para os meios de comunicação social. A uma abordagem criteriosa das questões e tarefas principais que aqui se colocam — um texto de Manuel Pinto — segue-se uma análise de Amado da Silva, equacionando precisamente a relação entre comunicação social e família. Neste mesmo enquadramento é de todo pertinente uma reflexão de ordem ética perante certa realidade da comunicação social, mormente na sua vertente de informação, o que acontece numas notas de Victor da Cunha Rêgo.
Às relações entre Igreja e comunicação social é dedicado expressamente o espaço final deste fascículo. Jorge Wemans aborda com frontalidade alguns aspectos do modo como a Igreja age e reage perante esses meios. Por sua vez, J.E. Borges de Pinho pergunta-se pelo significado de uma opinião pública na Igreja em termos de identidade e credibilidade eclesiais. Concretizando algumas das anteriores reflexões, é dedicado à presença da Igreja na comunicação social regional e local o último artigo deste número, da responsabilidade de João Aguiar Campos. Nesta mesma ordem de ideias o fascículo oferece depoimentos (D. Serafim Ferreira e Silva, Eloy Pinho e Rui Osório) sobre as prioridades que se colocam à presença da Igreja na comunicação social. Fora do tema deste número e a concluir, publica-se um texto de Carlos Paes que nos recorda um momento particularmente significativo das celebrações do V centenário da evangelização de Angola.
Não obstante a dispersão que um tema tão vasto naturalmente suscita e sabendo embora que apenas pode oferecer reflexões parcelares, a COMMUNIO espera que deste número resulte uma maior sensibilidade dos cristãos para o facto de que passa pela comunicação social uma parte significativa do futuro da fé que a Igreja se propõe anunciar.

 

 
  KEOPS multimedia - 2006