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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano I • 1984-08-31 • nº 4 • Julho/Agosto
Esperança e Escatologia
 
palavra-chave
 
   

artigos
A unidade das virtudes teologais • pág 309
Balthasar, Hans Urs von
Ressurreição de Cristo e esperança cristã • pág 319
Alves, Manuel Isidro
Do renascimento crístico do humano • pág 327
Silva, Carlos Henrique da
Imortalidade e Ressurreição • pág 335
Galvão, Henrique de Noronha
Morte e Ressurreição • pág 341
Fragata, Júlio
Céu -Purgatório - Inferno e o dinamismo da Esperança • pág 357
Carvalho, Maria Manuela da Conceição Dias de
Do admirável mundo novo ao Reino de Deus • pág 370
Bedouelle, Guy
Fé, consciência e moral • pág 382
Ferreira, Faustino Caldas
A assunção de Maria à glória celeste • pág 391
Ratzinger, Joseph
Depoimento sobre Fernando de Mello Moser • pág 398
Moser, José Miguel de Mello
Viver de esperança. Um testemunho • pág 402
Menéres, Clara


apresentação

MARIA MANUELA DE CARVALHO

Será a esperança, somente, a busca de um futuro para a nossa história como se nesta o homem não encontrasse sentido, lugar de realização, e a fosse sempre transcendendo na expectativa de um amanhã talvez inatingível e utópico? A esperança apenas procura um amanhã porque não se sacia no provisório, porque busca o definitivo. Definitivo, para o peregrino na história, será encontrar a vida em plenitude, na unidade realizada que lhe dá sentido, na comunhão experimentada que lhe dá felicidade. Mas, se essa vida é um amanhã desejado pelo homem, nas suas limitações, é também o hoje de plenitude, na presença divina que abraça a história, e que nela realiza, no mistério do agir Trinitário, um quotidiano de salvação. Esperar será então a coragem de viver a fé nesse hoje de plenitude, coragem que consiste em permitir que, hoje, Deus prepare, em cada um de nós, o futuro da história, a realização da história, a entrega de tudo por Cristo ao Pai. Esperar é acolher o amor definitivo e total como força constante na vida, é acolher a plenitude de Cristo como Senhor da história, na atitude obediencial de quem encontrou o sentido da vida, e orienta a vida para o seu sentido. Cristo – o Vivo – dá à nossa vida histórica o seu sentido definitivo. Ele é o seu "eschaton", a plenitude do amor realizado. Na sua morte e ressurreição, o seu amor tornou-se, uma vez por todas, acção salvífica da história, sacramento quer do amor eterno do Pai pelos homens quer da resposta da humanidade assumida e redimida a Deus. Cristo é, pois, a nossa esperança, o sentido fundamental e fundante do nosso viver, a realização definitiva de uma vida que Ele nos dá a comungar. Comungamos na sua obediência ao Pai, pelo sofrer, dia a dia, os embates do mundo na paciência do amor. Cristo é a nossa esperança; e esperar é ter a coragem de ser cristão, de confessar, nas acções e nas palavras, que se aceita o senhorio de Deus, que a vida divina invade a nossa vida histórica: "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim"; é ter coragem de construir um hoje que seja o admirável mundo novo, porque o mundo onde não há apenas utopias de futuro nem saudades do passado, mas coragem paciente de um presente crístico. Esperar foi a atitude de Maria. E a COMMUNIO, qo querer neste mês de Agosto homenagear a Mãe de Deus na sua festa da Assunção, fá-lo apontando-a como a Esperança Viva escatológica da Igreja Imaculada, que Ela já é na Glória divina e que a Igreja peregrinante será com Ela em seu Filho na comunhão Trinitária da plenitude, quando "Cristo for tudo em todos".

 
  KEOPS multimedia - 2006