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Autor
Ano VII • 1990-03-15 • nº 2 • Março/Abril
Ressurreição dos mortos
 
palavra-chave
 
   

artigos
A dimensão cristocêntrica da esperança • pág 101
Farias, José Jacinto Ferreira de
Fé na ressurreição no Antigo Testamento • pág 118
Rebic, Adalbert
Jesus de Nazaré e a ressurreição • pág 128
Moloney, Francis J.
O homem ressuscitado. Concepção antropológica da ressurreição segundo F.-X. Durrwell • pág 137
Cunha, Jorge Teixeira da
O definitivo contra a repetição. Uma resposta cristã à doutrina da reencarnação • pág 145
Scheffczyk, Leo
A morte na religiosidade popular • pág 159
Lima, José da Silva
O Catecismo Universal. Entrevista • pág 173
Maggiolini, Sandro
Ressurreição e vitória sobre diversas formas de morte. Depoimentos • pág 187
Cabral, Isabel
Néu, J.
Blanc, Maria Luísa
Morgado, Isabel
Madeira, Maria Paula


apresentação

H. NORONHA GALVÃO


Prosseguindo uma linha de reflexão sobre pontos fundamentais da fé cristã, a revista COMMUNIO dedica o presente número a um dos aspectos centrais da esperança que deriva da nossa fé: a ressurreição para uma vida nova, num corpo que participará do próprio Espírito de Deus (sõma pneumatikón, 1Co 15,44), na sequência da ressurreição de Jesus Cristo.
O facto de iniciarmos com as reflexões de um autor no âmbito da teologia sistemática, não significa que esqueçamos o que um conceituado teólogo, precisamente no contexto desta problemática, sublinhava: “O que... do ponto de vista exegético é apresentado como a mensagem da Sagrada Escritura, foi e continua a ser fundamento e norma crítica daquela convicção de fé que veio a confluir em todos os símbolos de fé: ‘Eu creio na ressurreição dos mortos e na vida eterna’ ...” (1) Por isso, após a sugestiva e englobante visão de J. J. Ferreira de Farias sobre “A dimensão cristocêntrica da esperança”, recorremos às análises quer de um exegeta do AT, Adalbert Rebic – “A fé na ressurreição no AT” –, quer de um outro do NT, Francis J. Moloney – “Jesus de Nazaré e a ressurreição”.
Para além de toda a complexidade dos dados bíblicos, como havemos de entender, hoje, a realidade do homem ressuscitado? Jorge T. Cunha apresenta-nos o profundo pensamento, sobre a antropologia teológica da ressurreição, de François-Xavier Durrwell, um dos mais criativos teólogos da actualidade, que tem centrado toda a sua reflexão no mistério da Ressurreição.
É perante a debilidade e hesitações de algumas posições cristãs sobre este tema, que, na opinião de Leo Scheffczyk, têm surgido ou ressurgido outras propostas para se responder à questão que a morte levanta, inevitavelmente, a todo e qualquer homem. Uma das que se vêm, ultimamente, de novo divulgando, é a teoria da reencarnação. À sua sedução não têm sabido resistir mesmo alguns teólogos. Daí a necessidade de esclarecer posições, de maneira séria e fundamentada. Trata-se, afinal, de estabelecer a validade do “Definitivo contra a repetição”.
Mas uma grande sabedoria, juntamente com alguma ingenuidade e superstição, se foi acumulando nas práticas da religiosidade popular, ligadas à experiência da morte. José da Silva Lima põe-nos em contacto com toda esta riqueza, existente ainda hoje por terras do Minho, e com as questões de antropologia religiosa que tais práticas suscitam.
A experiência da morte faz-se, também, quando se assumem, em solidariedade humana e caridade cristã, situações em que pessoas se encontram confrontadas com forças de destruição, que derivam ou de doenças psicológicas ou de estruturas de pecado da nossa sociedade. Acreditar na ressurreição significa, então, colocar-se do lado das forças da vida restaurada por Cristo, trabalhando ou pela reabilitação psiquiátrica dos doentes (testemunho de Isabel Morgado), ou pela social e psicológica das prostitutas (depoimentos de Paula Madeira, Isabel Cabral, Maria Luísa Blanc e João Néu, todos dedicados à obra do “Ninho”).
Como texto de actualidade, escolhemos a entrevista dada por Mons. Sandro Maggiolini, do Comité de Redacção do Catecismo Universal, sobre a maneira como está a decorrer a sua elaboração, empreendida por iniciativa de João Paulo II em resposta aos desejos formulados no Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985.

(1) Gisbert Greshake, em: G. Greshake und Jacob Kremer, Resurrectio mortuorum. Zum theologischen Verständnis der leiblichen Auferstehung, Wissenschaftliche Buchgesel1schaft, Darmstadt 1986, p. 165. (Os sublinhados foram introduzidos na citação.)

 

 
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