Pgina Inicial  
revistas artigos autores noticias  
Página Inicial
Direcção e Redacção
Conselho de Redacção
Estatuto Editorial
Condições de assinatura para 2014 e 2015
Edições noutros países
Livrarias onde Adquirir
Publicações Communio
Nota Histórica
Ligações
Contactos
Pesquisa
Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano VI • 1989-11-15 • nº 6 • Novembro/Dezembro
Imagem e Símbolo
 
palavra-chave
 
   

artigos
Imagem e audiovisual. Marcas da cultura contemporânea • pág 483
Capucho, Carlos
O símbolo e a nossa linguagem acerca de Deus • pág 499
Vloet, Johan Van der
A imagem cristã. Tradição e modernidade • pág 509
Nadal, Emília
A tentação iconoclasta. A recusa da comunicação da fé através da imagem • pág 525
Schönborn, Christoph
Representações medievais da Jerusalém celeste • pág 537
Kobielus, Stanislaw
A arte dos barristas, escultores-entalhadores e santeiros • pág 550
Lino, Anónio
Revista Communio. O que pensam os assinantes • pág 554
Pinho, José Eduardo Borges de
Símbolo, um salmo sem palavras • pág 559
Rego, António
Uma introdução ao quadro “A descida aos infernos” • pág 564
Marcos, João


apresentação

H. NORONHA GALVÃO

Dizer que vivemos na época do símbolo e da imagem, tornou-se um lugar comum. Devido à utilização da electrónica em sofisticados meios audiovisuais de comunicação social, a imprensa perdeu o monopólio neste domínio. Uma mentalidade, que anteriormente era formada sobretudo pela palavra escrita, cede o lugar a uma outra marcada pela imagem. Na arrojada expressão de McLuhan, deixámos a galáxia de Gutenberg para entrarmos na de Marconi. Afirmações como esta que pretendem caracterizar uma mentalidade, não devem ser confundidas com visões simplistas que não reflectem com fidelidade o real. Há quem sublinhe, por isso, o valor permanente e insubstituível da palavra escrita, de que o próprio audiovisual não pode prescindir (este mesmo número da COMMUNIO será disso uma ilustração). E chega-se a falar de uma "incapacidade para a leitura" (sobretudo em crianças e jovens), a que pode levar o "abuso" do audiovisual. Tais perigos em nada diminuem o valor insubstituível para a cultura, que significam a divulgação do pensamento simbólico e a comunicação da mensagem que só a imagem é capaz de veicular. A Fé cristã reencontra aqui uma tradição que remonta às suas raízes bíblicas; e a incarnação do Filho de Deus é manifestação d'Aquele que é "Logos" (Jo 1,1) e "Eikon" (Cl 1,15), isto é, Palavra e Imagem do Deus invisível. A Fé cristã necessariamente fará nascer uma arte de profundidade única, a qual, ao longo dos tempos, se traduzirá em escolas com grande riqueza de orientações estéticas. Autores de diversas formações (no audiovisual, na arte, na teologia) e com opções muito próprias, procuram, neste número da COMMUNIO, clarificar a situação em que vivemos (Carlos Capucho, António Rego) ou traçar caminhos de fidelidade à inspiração cristã na arte e na simbólica eclesial (Johan Van der Vloet, Emília Nadal, Christoph Schönborn). É-nos apresentado o caso exemplar das representações medievais da Jerusalém celeste (Stanislaw Kobielus) ou a "leitura", pelo próprio autor, de uma obra actual de pintura, concebida à luz da antiga tradição eclesial (João Marcos). O pintor António Lino faz-nos beneficiar da sua grande competência e erudição, ao revelar-nos dados interessantes sobre a produção de imagens religiosas no Norte de Portugal. Escusado será dizer que um vasto campo de outras questões ligadas à arte e à moderna semiótica fica a aguardar que voltemos ao assunto. Este fascículo da COMMUNIO inclui ainda o apuramento ao inquérito que fizemos aos nossos leitores, com o desejo de contribuirmos, de uma maneira cada vez mais adequada e eficaz, para uma cultura de inspiração cristã mais completa, profunda e divulgada.

 
  KEOPS multimedia - 2006