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Titulo do Artigo
Autor
Ano V • 1988-03-15 • nº 2 • Março/Abril
Porquê acreditar?
 
palavra-chave
 
   

artigos
Orientação à fé. Porquê e como? • pág 101
Kasper, Walter
A questão do homem como questão de Deus • pág 109
Borges, Anselmo
Dificuldades para crer hoje, em Portugal • pág 121
Pinto, Anónio Vaz
A tarefa da transmissão da fé às gerações futuras • pág 126
Coelho, Armindo Lopes
O acto de evangelizar e os conteúdos doutrinais da evangelização e da catequese • pág 140
Cristino, Horácio
O anúncio de Jesus Cristo aos jovens como problema de inculturação da fé • pág 155
Barbosa, Adérito Gomes
Testemunho e credibilidade • pág 166
Balthasar, Hans Urs von
Realidade e desafio de uma catequese de adultos • pág 172
Dias, Manuel Madureira
As celebrações da fé como interpelação à atitude crente • pág 176
Peixoto, João da S.
Cremos na Igreja una • pág 182
Horta, Nelson
Poemas a Nossa Senhora • pág 185
Belchior, Maria de Lurdes


apresentação

JOSÉ EDUARDO BORGES DE PINHO – ARNALDO PINTO CARDOSO

Sob o tema geral "Porquê acreditar?", COMMUNIO dedica o seu segundo número deste ano à fé e sua problemática no mundo contemporâneo, também no mundo português. Como o título o sugere, trata-se da tarefa de aprofundar as razões da esperança que nos anima e que é fonte de interpelação para nós e para os outros homens (cf. 1Pd 3,15). Saber dar razões por que acreditamos é inerente ao próprio crer, é estrutural ao dinamismo da fé, que rejeitando qualquer fideísmo, se entende como dom de Deus na razoabilidade e na liberdade de uma atitude verdadeiramente humana. Só dessa maneira a fé pode amadurecer como sentido pessoal de vida, integrando toda a existência. Só desse modo também é possível apresentar de forma crível aos homens de hoje a verdade da fé cristã e transmiti-la às gerações futuras. O número abre com uma reflexão de Walter Kasper sobre a necessidade de uma preparação para a fé no contexto cultural presente. Uma necessidade que não resulta apenas dos múltiplos factores de descrença transportados pelo meio ambiente, mas antes é pedida pela atitude plenamente humana que tem de ser o acreditar. Nessa mesma linha, mas com um outro ponto de partida – a questão dos acessos antropológicos à fé – Anselmo Borges analisa "A questão do homem como a questãos de Deus", mostrando como o viver humano contém interpelações à espera e na esperança de uma resposta. Os artigos seguintes debruçam-se sobre a situação da fé em Portugal. Em primeiro lugar, António Vaz Pinto apresenta algumas das dificuldades para acreditar hoje, acentuando deficiências estruturais que nos afectam. Esta problemática é retomada por D. Armindo Lopes Coelho que, partindo da análise da forma como a fé é vivida entre nós, se interroga sobre os caminhos que hão-de possibilitar a transmissão da fé às gerações futuras. Na sequência desta sugestiva problemática importa repensar o que significa a tarefa da evangelização. D. Horácio Cristino apresenta-nos as linhas fundamentais desta tarefa, de acordo com os mais recentes documentos da Igreja. Adérito Barbosa analisa, por seu turno, o anúncio de Cristo aos jovens de hoje sob a perspectiva do problema de inculturação em que está envolvido esse anúncio. A raiz de qualquer transmissão crível da fé é, no entanto, o testemunho, como o acentua Hans Urs von Balthasar, lembrando que "só o amor é digno de fé". Na habitual parte de depoimentos, Manuel Madureira Dias aponta alguns desafios que se colocam hoje no âmbito da Catequese de Adultos. João da Silva Peixoto sugere, por sua vez, como a liturgia não pode deixar de ser interpelação à atitude crente. A comunicação de um pastor da Igreja Lusitana – Nelson Horta – sobre a tarefa da unidade da Igreja lembra-nos que na actual forma de divisão dos cristãos está um dos grandes obstáculos à credibilidade da própria fé cristã. A concluir, a presença de algumas poesias marianas, da autoria de Maria de Lurdes Belchior, sugere-nos, neste Ano Mariano, como Maria é modelo para o nosso peregrinar na fé, um peregrinar na esperança que precisa ser confirmada e no amor que pede o cumprimento de boas obras.

 
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