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Titulo do Artigo
Autor
Ano IV • 1987-09-30 • nº 5 • Setembro/Outubro
Creio na Igreja Una
 
palavra-chave
 
   

artigos
Povo de Deus, corpo de Cristo • pág 389
Alves, Manuel Isidro
O Espírito Santo “princípio da unidade da Igreja” (UR 2) • pág 399
Sullivan, Francis
A Igreja como sacramento da unidade • pág 404
Kasper, Walter
Igreja una e única. Teologia de S. Cipriano de Cartago • pág 411
Bragança Joaquim Oliveira
Igreja una, Igreja única • pág 425
Lacoste, Jean-Yves
A Igreja católica em diálogo teológico com outras Igrejas • pág 437
Pinho, José Eduardo Borges de
Criação e salvação no Deutero-Isaías • pág 455
Lourenço, João
Actualidade de Newman • pág 471
Bouyer, Louis
A tradução da Bíblia em português corrente. Uma experiência ecuménica • pág 478
Ramos, José Augusto


apresentação

JOAQUIM OLIVEIRA BRAGANÇA – TERESA MARTINHO

Portugal é um país maioritariamente católico. Esta constatação poderia levar à tentação de julgar o tema da unidade da Igreja como uma questão fútil ou pouco premente para a realidade crente portuguesa. No entanto, a própria catolicidade da Igreja envolve esta temática. Antes de ser um problema sociológico ou estatístico, a unidade é um vector fundamental para a compreensão teológica da Igreja. A preocupação ecuménica é, antes de mais, uma questão teológica. Mas, se a unidade da Igreja nos aponta para o diálogo ecuménico, ela revela-se, primordialmente, como um dom e uma tarefa que fazem das comunidades eclesiais o Corpo de Cristo. A comunhão entre todos os membros da Igreja é uma preocupação central nas cartas de S. Paulo, para quem a Igreja é, precisamente, mistério. Sobre esta temática debruça-se o artigo de Isidro Alves. A comunhão na Igreja é dom, é fruto da acção do Espírito Santo, Espírito de unidade. Francis Sullivan reflecte sobre o Espírito Santo enquanto princípio da unidade da Igreja, sobretudo à luz da "Unitatis redintegratio". A Igreja é habitada pelo Espírito. Ela vive desta presença e é sinal desta realidade de amor para o mundo. A Igreja é sacramento da própria comunhão trinitária. Walter Kasper desenvolve esta perspectiva no seu artigo. Se a unidade da Igreja é dom, ela é também tarefa. A história da Igreja tem sido, desde sempre, palco deste processo constante de busca dos fundamentos e dos laços de comunhão, para além das experiências reais de desagregação. A teologia acompanha este caminho, contribuindo para reflectir mais profundamente os sinais da comunhão eclesial. S. Cipriano é um exemplo brilhante do pensamento teológico sobre os critérios da verdadeira unidade eclesial. Confrontado com conflitos devidos à integração na Igreja de crentes vindos de grupos marginais, S. Cipriano escreve o primeiro tratado sobre a unidade eclesial, proposto, hoje, à leitura neste número da revista. Jean-Yves Lacoste desenvolve uma reflexão sobre a relação entre a Igreja una e a Igreja única. Serão uma e mesma coisa? Não se trataria de uma abordagem global da temática neste número se não houvesse uma referência à dimensão do diálogo que a unidade da Igreja envolve. Neste sentido, Borges de Pinho dá-nos uma panorâmica do que tem sido a actividade ecuménica da Igreja Católica em diálogo teológico com outras Igrejas. Neste número da COMMUNIO incluem-se, ainda, dois artigos. O primeiro, de cariz bíblico, da autoria de João Lourenço, sobre o tema da criação e salvação no Deutero-Isaías e o segundo sobre a actualidade do Cardeal Newman. Sob a responsabilidade de Louis Bouyer, ese artigo reveste-se tanto mais de actualidade quanto mais em Outubro decorre o Sínodo sobre os leigos. É interessante verificar como questões relacionadas com esta temática são já alvo de intuições fundamentais de Newman. Um testemunho completa este número. Fala-nos de uma realização de alcance verdadeiramente ecuménico, em Portugal: a tradução da Bíblia em português corrente. É um dos seus tradutores, José Augusto Ramos, que nos dá conta desta experiência capaz de tornar o diálogo ecuménico, afinal, próximo de nós, também.

 
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