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Autor
Ano III • 1986-08-31 • nº 4 • Julho/Agosto
Novas realidades eclesiais
 
palavra-chave
 
   

artigos
Visão Cristã do Homem num ambiente cultural secularizante I • pág 292
Silva, Carlos
A Igreja em África • pág 323
Domingues, Bento
A Igreja como communio • pág 336
Kasper, Walter
Celebração da Eucaristia com crianças • pág 341
Hermans, Johannes
Consciência da Igreja • pág 372
Stilwell, Peter
CRC - Uma nova realidade eclesial • pág 379
Leitão, José
Metanoia - Um movimento novo para os meios profissionais • pág 381
Pinto, Manuel


apresentação

PETER STILWELL

A vinte anos do Concílio, que Novas Realidades Eclesiais? Pela própria natureza das coisas, inumeráveis; embora nem todas imediatamente perceptíveis. Mas nem tudo o que é antigo na Igreja é evangélico, e nem tudo o que é recente vem do Espírito. É no esforço por se refazer e compreender sempre de novo, na fidelidade a Cristo que a envia e à humanidade a que é enviada, que Ela é fiel à sua natureza e vocação. O presente número da COMMUNIO ensaia um discernimento de alguns aspectos inovadores da vida eclesial dos nossos dias ligados entre si pela exigência do "diálogo". (1) Diálogo, em primeiro lugar, com o mundo: quer o dos países saídos há pouco dum regime de colonização europeia, como é o caso da Igreja em África de que nos fala Bento Domingues; quer o mundo secularizado dos países ditos desenvolvidos, analisado por Carlos Silva. Texto difícil mas compensador, este segundo, publicamo-lo em duas partes, acompanhado das abundantes notas como roteiro bibliográfico a permitir posteriores aprofundamentos. Mas o diálogo da Igreja não se dirige somente "ad extra". Deixando para outra altura um balanço do esforço significativo no campo ecuménico, abordamos três aspectos do diálogo no interior das comunidades. Em primeiro lugar uma reflexão de J. Hermans sobre a celebração da eucaristia com crianças. O desenvolvimento de liturgias para crianças, com o que isso implica de reconhecimento da sua dignidade e de abertura aos seus valores é uma novidade eclesial por vezes esquecida, com incidências muito concretas na prática pastoral. A um nível mais estrutural e eclesiológico, W. Kasper analisa o conceito de Igreja como "communio", à luz do Concílio. Incluímos ainda uma breve reflexão sobre a Consciência de Igreja enquanto efeito das novas instâncias de consulta e decisão pastoral. A terminar, dois depoimentos que testemunham a corresponsabilidade, a vocação própria dos leigos na Igreja, e o seu direito de livremente se associarem para melhor desempenhar a sua missão no mundo. Trata-se de duas iniciativas nascidas no nosso país, exemplo do muito que é possível fazer-se sem grandes meios e com alguma coragem: são elas o Centro de Reflexão Cristã, de que nos fala José Leitão, e o recém surgido Movimento "Metanoia" aqui apresentado por Manuel Pinto.

(1) Na encíclica programática de Paulo VI, "Ecclesiam suam", o diálogo surge como elemento estruturante da Igreja; expressão da sua própria natureza.

 
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