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Tema da Revista
Titulo do Artigo
Autor
Ano XXI • 2004-00-00 • nº 3 •
Reconciliação
 
palavra-chave
 
   

artigos
A procura da paz • pág 261
Ratzinger, Joseph
A Aliança, mistério de reconciliação • pág 273
Eleutério, João Marques
Catarina de Sena peregrina da Verdade ao serviço da paz • pág 283
Nicolau, Rita Maria do Nascimento
Olhares sobre a história • pág 297
Dombes, Grupo de
A confissão dos pecados • pág 315
Figura, Michael
Ministério da reconciliação. A experiência de Saint-Louis d’Antin • pág 333
Bardin, Jean-Claude
Reconstrução de tecidos familiares. Intervenções terapêuticas com famílias • pág 341
Nunes, Maria Amália Simões Ferrreira Marques da Silva
Taizé, experiência de reconciliação • pág 349
Marujo, António
Nos braços de Deus. Une vie bouleversée…, um livro de E. Hillesum • pág 353
Ferreira, Maria Luísa Ribeiro
A fidelidade, caminho de reconciliação. Confesso, um filme de A. Hitchcock • pág 359
Falcão, Maria Luísa
O drama do Calvário e a democracia crítica • pág 367
Melo, António Moreira Barbosa de
Fernando de Mello Moser. Cultura como mistério • pág 373
Flor, João de Almeida
O Homem, Deus e a Cidade. Congresso Santo Agostinho • pág 383
Janeiro, Manuel Armindo Pereira


apresentação

M. GRAÇA P. COUTINHO
LUÍSA FALCÃO
M. ALICE MASCARENHAS

No mundo de hoje em que as tensões pessoais, religiosas, sociais e políticas são factor de desagregação e inquietude, a reconciliação deve ser uma exigência capaz de abrir caminhos para reconstituir a vida que foi assim abalada aos mais diversos níveis, caminhos que possam gerar a paz, a tolerância, a compreensão.

Abordar a reconciliação nesta perspectiva implica reflectir no sentido da procura da paz, da verdade e da justiça, esforço a que ninguém se pode furtar.
Do Cardeal Ratzinger reproduz-se a intervenção feita por ocasião das comemorações do desembarque das tropas aliadas na França ocupada   pela Wehrmacht alemã. Segundo ele, o desafio que se põe hoje aos cristãos é o de “levar a razão a funcionar integralmente, não só no domínio da técnica e do desenvolvimento material do mundo, mas também, e antes de mais, enquanto faculdade de verdade (...), [inserindo] a nossa noção de Deus no combate pelo homem”.

João Eleutério apresenta as raízes bíblicas da reconciliação a partir da perspectiva da Aliança, mistério de Deus que vem ao encontro do homem trazendo o convite incessantemente renovado a partilhar da Sua própria intimidade.
O exemplo de Catarina de Sena, peregrina da verdade ao serviço da paz é-nos apresentado pela Irmã Rita Nicolau, DSCS. Ícone feminino daquela paixão pela verdade que tem em Deus a sua única fonte, Catarina testemunha que só a verdade é libertadora e caminho de reconciliação.

Desde os seus primórdios, a Igreja tem atravessado divisões e conflitos que nunca teriam sido ultrapassados sem um esforço de mediação constantemente renovado. Disto nos dão conta as reflexões ecuménicas do Grupo de Dombes.
O sacramento da reconciliação é-nos trazido por Michael Figura, que apresenta o tema numa perspectiva histórico-dogmática, chamando também a atenção para alguns problemas pastorais da vivência deste sacramento hoje nas comunidades cristãs. Com a experiência da paróquia de Saint-Louis d’Antin, testemunhada pelo seu pároco J.-C. Bardin, podemos ver toda a importância e fecundidade do ministério da reconciliação.

No âmbito da família, tão frequentemente marcada por conflitos e ausência de comunicação, o papel da terapia familiar torna-se indispensável para solucionar muitos dos problemas que marcam actualmente a vida nestes agregados. Maria Amália Nunes fala-nos do papel das intervenções terapêuticas na reconstrução deste tecido de relações essenciais para o desenvolvimento saudável de todos nós e da sociedade.

O tema deste número é ainda enriquecido pelo depoimento de António Marujo sobre a experiência e espiritualidade de Taizé, em que são fundamentais as palavras reconciliação, confiança e acolhimento. Maria Luísa Ribeiro Ferreira faz a recensão literária de Une vie bouleversée, de Etty Hillesum. Aí nos conta a autora os terríveis sofrimentos que presenciou no campo de Westerbork, mas a eles “contrapõe a plenitude e harmonia consigo mesma e com a natureza, a paz que advém de um despojamento total”. Maria Luísa Falcão apresenta-nos uma leitura do filme clássico de A. Hitchcock, Confesso. Nele, o drama suscitado por várias confissões, sobretudo a sacramental, mostra a fidelidade como caminho de reconciliação.

Na secção “Perspectivas”, A. Barbosa de Melo apresenta o livro de G. Zagrebelsky, A crucificação e a democracia, reflectindo de que modo o drama do Calvário nos pode esclarecer sobre a natureza e as formas da democracia. A propósito da publicação de um livro de homenagem à memória de Fernando de Mello Moser, a figura do académico e cristão é comentada por João Almeida Flor.

Finalmente dá-se a conhecer o projecto do congresso sobre St. Agostinho, O Homem, Deus e a Cidade, que decorrerá em Leiria de 11 a 13 de Novembro.

 
  KEOPS multimedia - 2006