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Autor
Ano XX • 2003-06-30 • nº 3 • Maio/Junho
Bioética
 
palavra-chave
 
   

artigos
Biociência. A questão da rectidão e do bem da vida. • pág 197
Reiter, Johannes
Ética do investigador, ética da ciência • pág 207
Osswald, Walter
Vida humana, cuidados de saúde e bem comum. Reflexão de ética teológica • pág 212
Almeida, José Manuel Pereira de
Perspectivas da mulher na bioética. • pág 221
Neves, M. Patrão
É a vida apenas concebível como vida perfeita? • pág 229
Cunha, Jorge Teixeira da
Dispor da vida humana. “Não matarás” • pág 241
Couto, António
Procriação medicamente assistida. reflexões teológicas • pág 247
Trigo, Jerónimo dos Santos
Desenvolvimento sustentável? Comentários de um ambientalista céptico. • pág 259
Fernandes, José Augusto
A biodiversidade como criação cósmica. • pág 269
Rosa, Humberto D.
Notas sobre os conceitos de criação e pessoa. • pág 276
Galvão, Henrique de Noronha
Uma ideia de catedral no sec. XX. • pág 280
Crippa, Maria Antonietta
Ecos da Cimeira da Terra • pág 287
Mascarenhas, M. Alice


apresentação

MARIA ALICE MASCARENHAS
JUAN FRANCISCO AMBROSIO


Logo no primeiro ano da sua vida, em 1984 – permitam-nos introduzir aqui um pequeno parêntesis, para consciencializar que já temos 20 anos de vida ao serviço da reflexão cristã da realidade e que, ao olharmos para trás, fica a sensação de um caminho muito bonito e um desafio que nos continua a entusiasmar – em 1984 dizíamos, a COMMUNIO dedicou o seu número 6 à reflexão sobre questões relacionadas com a Bioética. Desde   então, várias vezes nos preocupámos com esta área; sirvam de exemplo o nº 3 de 1988, Universo e Criação; e o nº 5 de 1992, O Homem e a Natureza, para não falar em vários artigos que foram surgindo ao longo destes anos.
Voltamos, agora, a dedicar um número às questões relacionadas com a Bioética, e não o fazemos apenas por ser moda, mas por termos a consciência de que, a este nível, muito se tem reflectido e produzido, de tal modo que as questões que agora se levantam (algumas recorrentes) podem ser abordadas com outra consciência e com outros conhecimentos. Muito agradecemos ao Instituto de Bioética da UCP no Porto pelo imprescindível apoio que nos deu na programação deste número.
J. Reiter, em Biociências. A questão da rectidão e do bem da vida, apresenta-nos 4 princípios – antropocêntrico, patocêntrico, biocêntrico e holístico – a partir dos quais se pode discutir qual o fundamento moral da bioética. Propõe um caminho que passe pela integração destes vários princípios. W. Osswald em A ética do investigador e a ética da ciência, afirma que no campo da reflexão e da investigação é importante e necessário o parecer das comissões de ética e da opinião pública, mas que jamais se pode prescindir da consciência pessoal de cada investigador e cientista.

Ainda nesta linha de reflexão, surgem os artigos de José M. Pereira de Almeida, Vida humana, cuidados de saúde e bem comum, e de M. Patrão Neves, Perspectivas da mulher na bioética. No primeiro, o autor defende a construção de uma terra que possa ser um jardim para toda a família humana, tendo, cada vez mais, consciência de que o bem comum, tanto quanto de cada um de nós depende, indica o sentido do nosso viver em conjunto. No segundo, a autora faz um percurso que termina com um esforço de estruturação de uma perspectiva caracteristicamente feminina desta problemática.

Numa linha já mais específica da reflexão, surge uma outra série de artigos com os quais se pretendem abordar questões concretas. J. Cunha ajuda-nos a entender que todos os seres humanos participam da vida de modo ainda imperfeito, pelo que a única maneira de pensar e viver sensatamente é reconhecer a respeitar a vida de todos.

António Couto, a partir da perspectiva bíblica, leva-nos a compreender que é preciso ter em conta todos os domínios dos nossos comportamentos, uma vez que até as  faltas de amor podem ser por vezes formas, ainda que involuntárias e inconscientes, de atentar contra a vida do nosso próximo.

No campo, sempre actual e importante, da procriação medicamente as-sistida, J. Trigo apresenta-nos uma reflexão teológica, onde o ponto de referência é mais o filho a nascer e menos o desejo do homem e da mulher que lhe vão dar origem.

Será o Desenvolvimento sustentável? Segundo J. Almeida Fernandes, o desenvolvimento não pode apenas ser considerado a partir de questões técnicas e económicas, mas deve incluir, também, o desenvolvimento ético e moral do ser humano.  A biodiversidade como criação cósmica é o artigo de Humberto Rosa. A partir de uma hierarquização de vários critérios, propõe-nos uma reflexão que reconhece a biodiversidade como um dos mais  valiosos aspectos do cosmos. Para reflectir questões fundamentais que daí emergem não se terá de continuar a recorrer à instância teológico-filosófica? É o que se pergunta H. Noronha Galvão em Notas sobre os conceitos de criação e pessoa.
Fora do tema, M. A. Crippa apresenta-nos a catedral da Sagrada Família de A. Gaudi, cuja arquitectura é das que mais perto está da vida na exuberância das suas múltiplas manifestações.
Por último, um texto de A. Mascarenhas onde se registam alguns Ecos da cimeira da terra realizada em Joanesburgo, e se afirma explicitamente que o modelo de desenvolvimento que temos tem sido vantajoso apenas para alguns e nulo para muitos, sendo necessário trilhar novos caminhos.

 
  KEOPS multimedia - 2006